Figurino para Mig Meg Mug - Espetáculo de Teatro


croquis + paletas de cores

Dividi a experiência desse figurino em uma newsletter do Podcast Pano pra Manga e no episódio Produzindo no escuro, em que a gente contou sobre como foi trabalhar com tudo fechado com relação ao isolamento. Edito e reproduzo o texto aqui, gosto muito dele!

Produzindo durante a pandemia

Ou seja, produzindo em 2022. Aprendemos na marra (e um pouco no escuro) como lidar com questões práticas de produção, que até deram uma parada, ou nunca pararam no audiovisual, e tiveram uma super guinada no começo do ano, com os editais contemplados pela Lei Aldir Blanc. 

Imagine como foi produzir naquele momento, sem palco/platéia, mas com gravações e transmissões audiovisuais, onde também era preciso confeccionar, comprar tecido, fazer provas de figurino, maquiar… Quis compartilhar um pouco de como foi produzir figurino no meio do isolamento, com as cidades indo e vindo das fases vermelhas, o comércio fechando e abrindo portas. Saquei que eu teria de ter muuuuuuuuuuuuito mais conhecimento sobre como cada tecido se comporta, quanto vai de elastano (o que faz ele esticar), qual a gramatura (quão grosso o tecido é), além de lidar com possíveis crises de abastecimento, não achar a cor ou não ter certeza que aquela é “a” cor procurada, porque quando a compra chega pelo correio pode variar até 15% do que vemos no monitor. Sem contar a calibragem de cor de cada monitor. 

Antes eu batia perna em diversas lojas, pegava amostrinhas, perguntava nome do tecido (que super varia ao bel prazer da indústria), preço e disponibilidade de estoque, aí levava pra equipe (elenco e costura), debatia, batia o martelo e voltava na loja (geralmente mais de uma) para fechar negócio.


a produção pré março de 2020...

Nos dias de hoje, eu faço toda uma procura pela internet, mas também olho meu roteiro de lojas físicas, procuro cada uma no google, ligo, se elas tem whatsapp, faço uma pesquisa por nome e cor do tecido, eles me respondem por foto, assim, só vamos (ou íamos) as lojas quando era realmente promissor fazer aquela visita. Essa dica vale não só para quem trabalha com figurino, mas também pra quem costura para diversos fins. E olha, dá certo viu? Não só com tecidos, fiz isso com lojas de sapato do shopping, mandei whatsapp para TODAS, perguntando se tinha algum modelo parecido com o necessário, em quais cores, tamanhos e preços. O famoso “caroçar” do conforto do seu lar. Só entramos nas lojas mais promissoras, experimentamos, e depois compramos pela internet, nas cores que faziam mais sentido. 

Algumas lojas de tecido mandam amostra pelo correio, quando isso foi possível, quase chorei de alegria! Daí foi mais seguro decidir, vendo cores e texturas de tecidos pesquisados. 

E as provas de roupas? Aconteceu de tudo - provas feitas com todos de máscaras, tomada de medidas via videoconferência, figurinistas que receberam as medidas e confeccionaram no escuro … Dependia muito da fase sanitária e do contexto do projeto. Os aplicativos de entrega foram bem requisitados para enviar peças prontas, provadas então pelos artistas, e caso houvesse algum ajuste muito grave, voltava para quem estava costurando. Mas o  ajuste fino ficaria mesmo para fases mais seguras. 

Uma figurinista com quem trabalhei provou os trajes prontos e encontrou camisetas equivalentes a cada cor do desenho e das amostras, um aprendizado pra ficar pra sempre!


maravilhosa Ju com as camisetas do seu acervo, os trajes que já estavam prontos, as amostras do correio e as imagens de tênis da internet - tudo pra gente tentar bater o martelo nessa produção!

+Bastidores

Bastidores que dividi no instagram naquela época ...Hoje o espetáculo segue sua trajetória, passaeando por diversas unidades do Sesc no interior do estado de São Paulo. Vale muito acompanhas a Manifesta Cia de Teatro!





Postagens mais visitadas