De volta à Buenos Aires.
Na semana passada, eu fui para Buenos Aires de novo, meio de supetão, meio de última hora, dessa vez não mais sozinha, acompanhada da minha mãe e irmãs. E foi engraçado voltar para um lugar que motivou tantas transformações, lugar do qual voltei tão outra. E tive tanto medo de ir, que dá medo de voltar - e se for tão difícil quanto, e se for tão legal quanto, e se não for tão legal quanto ? As angústias se multiplicam quando a expectativa vira obrigação, responsabilidade.
E aquelas ruas, agora velhas conhecidas de um ano atrás, cheias de historias que nem são minhas, aquelas pessoas tão diferentes, com sua língua e seus costumes tão distantes dos meus. Um frio que eu nunca tinha conhecido antes (e mal chegamos a 6 graus, nem tão frio assim). E dessa vez, consegui organizar um mini registro pra guardar:
Não sei vocês, mas eu sempre volto pra casa de alguma viagem com um otimismo quase infantil, um monte de ideais malucas rabiscadas em páginas de caderno e guardanapos, e acima de tudo, uma ilusão barata de que tudo vai ser muito diferente, de que vou ser uma pessoa muito mais feliz, de que tudo que sonhei será posto em prática.
É que voltar pra casa tem gosto de ano novo.



