Uma das razões do meu sumiço.








Faz tempo que eu queria falar aqui no blog sobre a Rosinha, mas estava esperando o momento certo.


Rosinha é uma SRD (sem raça definida, vulgo vira-lata) mistura de pintcher com basset que resgatamos atropelada na rua, com uma fratura exposta bem feia na pata. Eu, uma pessoa que mal conseguia fazer os peixinhos da festa junina sobreviverem por mais de 1 mês, vi minha vidinha ser sacudida por essa lindeza de patas e focinho (além das outras cachorras da minha vida né, Paçoca e Lucy). Rosinha ficou adotada aqui no meu trabalho durante 3 meses - desde janeiro desse ano. Nos primeiros dias, ela estava muito magra e muito debilitada, mal comia e se movimentava, e tinha de ser levada diariamente à veterinária para trocar o curativo.






ainda com o curativo, mas já toda serelepe.




Espalhamos cartazes e colocamos anúncios na internet, pois achávamos que Rosinha (o nome foi a gente que deu) devia ter um dono procurando por ela, já que ela sempre foi muito dócil e obediente com a gente. Algumas pessoas se interessavam, ligavam, mas talvez quando dizíamos que a patinha dela não voltaria ao normal - a ferida foi tratada, mas o osso já havia cicatrizado errado quando a encontramos - as pessoas desistiam, nem vinham conhecê-la. E eu ainda não consigo acreditar que isso poderia ser um motivo, que as pessoas não queriam como companhia um animal tão doce quanto a Rosinha, só porque ela tinha um "defeito" - o que para ela não significa nada, a bichinha corre e pula melhor que eu. E os outros cães que ela conheceu e fez amizade brincaram com ela sem apontar "olha lá, uma cachorrinha manca". E foi justamente por essa característica que ela foi adotada pela família da Bruna e da Bianca, mãe e filha, suas novas donas, que ela conheceu hoje. Elas também acabaram de adotar o Du, outro cachorrinho resgatado atropelado aqui no mesmo bairro, e eles se deram super bem. Nem preciso dizer o quanto estamos felizes de ter encontrado um lar tão cheio de amor pra nossa cachorrinha.








curtindo a vibe cas florzinha



Vou ficar com muitas saudades da Rosinha, não sei como vai ser chegar amanhã no trabalho e não encontrá-la lá, pulando em mim, do alto das 3 patinhas boas. A vontade de ficar com ela como mascote aqui no espaço era grande, no entanto, a responsabilidade por um cachorro "coletivo" é complicada, já que cachorro de muito dono morre de fome. Também acho que teria sido uma irresponsabilidade ter trazido ela pra morar junto comigo e minha cachorra grande e destrambelhada, a Paçoca, que está em processo de adestramento ainda. Imagine uma pastor alemão adolescente, cheia de energia e ainda não adestrada junto de uma cachorra pequena e debilitada. E não digo isso culpando a Paçoca não, não tem isso de "raça brava", acho que um dono equilibrado tem cachorros mansos e equilibrados, e nós estamos nos equilibrando e ainda entendendo como ser os melhores donos possíveis para ela (assunto para outro post).







Rosinha socializando com a Lucy (cachorra que mora com a minha mãe). Ela também fez amizades na rua aqui do trabalho, e adora brincar com a Pretinha, Kika e o Dino.



Tivemos apoio de muita gente nessa pequena grande jornada: o pessoal da AAAC, da Andrea Dezane, amigos e conhecidos. Também agradecemos a Patrícia, que foi responsável por nos ajudar com a castração, via  Xodó de Bicho, e à Dra Adriana (que atende em Barão na Estrada da Rodhia).

Quando falo no plural, falo em nome também de Nathália, Paula, Melissa, Verônica, Cassiane, Erika ... Nós, que cuidamos e nos apegamos, e que vamos sentir muita falta dessa cachorrinha. A nova dona ficou sabendo da Rosinha pelo site da AAAC, que havia sido indicado a ela pelo pessoal da Ong ATEAC - que faz um trabalho muito bacana com cães terapeutas, vale a pena conhecer.



Ufa, é difícil de acreditar em tudo, desde o começo: que aquela bichinha tão assustada e indefesa sobreviveu, e que agora vai viver em um lar acolhedor e ser a alegria de mais gente.

E pra gente, fica o aprendizado, que para salvar um animal, não é preciso muito, e para amá-lo, menos ainda (com o perdão do clichê).

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